Andreeva cai de pé, e Gauff mostra por que ainda é a dona do US Open
Placar de 2-6, 7-6(7), 6-2 não conta a história de uma quartas de final que teve virada, frieza e muito tênis. Serve de alerta para o futuro.
O placar diz 2-6, 7-6(7), 6-2 para Coco Gauff. A história que ele esconde é bem mais interessante. Andreeva começou atropelando, perdeu o segundo set num tie-break de 9-7, e no terceiro não conseguiu segurar a reação da americana. Quem viu só o resultado pode achar que foi tranquilo. Não foi.
Essa virada de Gauff tem um valor que vai além da vaga na semifinal. Ela venceu uma adversária que já tinha provado, nas quartas contra Potapova, que não se intimida em partida grande. Andreeva abriu 6-2 com autoridade de veterana. Gauff não se desmontou. Salvou o segundo set na raça, no detalhe, e transformou o jogo no terceiro. É esse tipo de resposta que separa campeã de promessa.
A derrota de Andreeva não diminui o tamanho da campanha dela. Perder para Gauff em Nova York, em tie-break no segundo set, é cair de pé. A russa mostrou mais uma vez que tem teto alto. Só que, hoje, o teto de Gauff foi um pouco mais alto.
E não dá para deixar passar: Gauff chega à semifinal do US Open pela terceira vez. Não é sorte, não é chave fácil. É constância. Enquanto isso, Andreeva sai com a sensação de que faltou pouco. E faltou mesmo. Um tie-break.
O que observar agora? Gauff na semifinal. Se alguém achava que a americana não era favorita, essa virada muda o cenário. Ela é, sim, candidata ao título.