Eala derruba Svitolina de novo, e o tênis feminino asiático acelera
Filipina de 20 anos bate ucraniana pela segunda vez no ano e alcança novo recorde no ranking
Alex Eala não deu chance. 6-3, 6-4. Segunda vitória sobre Elina Svitolina em 2026, agora nas quartas do Mubadala DC Open. A filipina avançou para enfrentar Naomi Osaka na semifinal.
O placar foi seco. Eala não precisou de três sets, não pediu tiebreak, não vacilou contra a cabeça 2 do torneio. Svitolina, finalista de Grand Slam, ex-top 3, virou mais uma estatística na ascensão de uma jogadora que muita gente ainda não sabe pronunciar direito.
Isso me incomoda.
Não Eala. O esquecimento. O tênis feminino asiático cresce em velocidade que o radar brasileiro não acompanha. Eala tem 20 anos, acabou de bater novo recorde no ranking WTA, e a reação por aqui é um “ah, legal” antes de voltar para os destaques masculinos. Cruz Hewitt, aos 17 anos, conquista primeira vitória no ATP Tour em Washington. Fritz disparou 14 aces. Jodar virou Musetti. Tudo notícia justa. Mas Eala passa raspando.
A verdade é que não temos nenhuma brasileira no top 50 hoje. Bia Haddad está longe da melhor fase, Pigossi e Stefani oscilam. Quando uma asiática de 20 anos dá esse salto, deveria servir de espelho. Não para copiar, para comparar. O que as federações da Ásia estão fazendo que a CBT não consegue replicar?
Eala enfrenta Osaka na semifinal. Duas asiáticas. Uma delas tricampeã de Grand Slam voltando de licença-maternidade, a outra construindo carreira sem o hype prévio. Quem ganhar, o torneio de Washington terá uma finalista que não vinha no roteiro de ninguém.
Fico de olho no placar. E no ranking da semana que vem.