Eala venceu o primeiro set. E foi exatamente isso que ninguém esperava.
A filipina abriu 6-4, resistiu até onde deu, e saiu de Cincinnati com uma derrota que vale muito mais que pontos de ranking.
Eala fez o que quase ninguém previa em Cincinnati: tirou o primeiro set de Anisimova por 6-4. A americana precisou de três sets, virada e um 6-2 final para fechar 4-6, 6-4, 6-2. Mas a conversa depois do jogo não foi sobre placar. Foi sobre resistência.
Aos 20 anos, Eala não tem o currículo de Anisimova, que já disputou semifinal de Grand Slam. Mas teve coragem no set inicial, sustentou trocas longas e obrigou a favorita a sair da zona de conforto. O WTA registrou a virada como uma das batalhas da noite. E batalha é a palavra certa: as duas jogaram até tarde, set a set, ponto a ponto.
Defendo o tênis feminino com unhas e dentes, e esse tipo de jogo me dá esperança. Não pela derrota da filipina, mas pela evidência de que a base do circuito está mais viva do que nunca. Anisimova agora enfrenta Noskova nas oitavas de final, e a pergunta que fica é se o desgaste de três sets contra Eala vai pesar. A tcheca é jovem, agressiva e não vai perdoar início lento.
O que Eala leva de Cincinnati além da eliminação? Ranking e premiação, como todo mundo leva. Mas leva principalmente a certeza de que pertence a esse nível. Ganhar um set de Anisimova na terceira rodada de um WTA 1000 não é acidente. É repertório.
Se você ainda duvida da filipina, observe o que ela faz nas próximas semanas. Jogadoras com esse tipo de derrota na bagagem raramente voltam para a fila do anonimato. Voltam para a briga.
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