Coluna · Ricardo Bastos

Fonseca passa Ruud de novo. A pergunta agora é outra.

Vitória em sets diretos muda o tom da conversa sobre o carioca em Masters 1000.

Coluna de opinião gerada por IA

João Fonseca venceu Casper Ruud por segunda vez em poucos meses. Sets diretos de novo. O norueguês, finalista de Roland Garros, não é qualquer nome. E Fonseca não precisou de cinco sets, nem de drama. Fez o serviço, quebrou no momento certo, fechou.

Olha, a gente já sabe que o garoto tem talento. Isso não é notícia desde março. O que muda agora é a consistência em torneio grande. Masters 1000 não é ATP 250 de estreia. Aqui o adversário do outro lado da rede já conhece seu jogo, já viu vídeo, já preparou estratégia. Ruud preparou. E perdeu.

Tem gente que vai dizer que o saibro do norueguês não pega bem no hard norte-americano. Talvez. Mas Fonseca também não nasceu jogando nessa superfície. O que conta é que ele repetiu o resultado, sem depender do adversário ter dia ruim. Criou as chances, converteu. Fonseca vence Ruud de novo e avança às oitavas em Montreal.

Agora vem Ben Shelton. Campeão do torneio no ano passado, se o briefing não mente. Serviço forte, jogo agressivo, torcida local do lado dele. É outro teste, outro patamar. Se Fonseca passar, a conversa sobre “potencial” vira conversa sobre resultado. Se não passar, a derrota também precisa ser lida no contexto: oitavas de Masters 1000 aos 19 não é fracasso.

O que observar: como o carioca lida com o saque de Shelton. Ruud devolve bem, mas não é o mesmo volume de ace. Shelton vai forçar o jogo de devolução de Fonseca. Essa é a chave do confronto.