Sérvio. Italiano. Três sets. 6-4, 6-4, 6-4.

Fim da linha para Novak Djokovic em Wimbledon. Jannik Sinner não deu folga nas semifinais. Sets diretos, sem tiebreak, sem drama no placar. A busca pelo oitavo título no torneio londrino fica para 2027.

Djokovic já crava: volta ao All England Club. Aos 40 anos, quer mais uma chance.

A insatisfação escapou na entrevista. “Para 99% dos jogadores, isso seria fantástico. Para mim é bom, mas não o suficiente”, disse. Ele se descreveu como “abençoado e amaldiçoado ao mesmo tempo”. A frase soou a meio termo entre autocrítica e arrogância — o tom de quem venceu demais para aceitar quase.

Quatro semifinais em 2025. Uma final e outra semifinal em três majors em 2026. O padrão dele sempre foi esse. O corpo às vezes discorda.

Sinner segue. Número 1 do mundo, campeão defensor, agora em sua segunda final consecutiva em Wimbledon. A sétima decisão de Grand Slam na carreira do italiano.

Djokovic descartou aposentadoria. O próximo compromisso é o US Open, em agosto.