Sabalenka e tenistas celebram fim de protestos após aumento de premiação do US Open
Premiação recorde de US$ 108 milhões encerra protestos liderados por tenistas, que garantem também criação de conselho consultivo dos Slams.
Aryna Sabalenka e outras tenistas do circuito celebraram o fim dos protestos no US Open após o anúncio de um aumento de 20% na premiação do torneio. A bolsa recorde de US$ 108 milhões encerrou a onda de boicotes que marcou Roland Garros e quase se estendeu a Wimbledon.
Os campeões de simples receberão US$ 5,5 milhões cada, aumento de 10% em relação a 2025. Já os perdedores da primeira rodada levarão US$ 140 mil, o maior valor da história do tênis para quem entra na chave principal — um salto de 27% que responde diretamente às críticas de tenistas como Sabalenka e Jessica Pegula.
A premiação do US Open cresceu 44% em apenas dois anos. A organização também criou um Programa de Suporte aos Jogadores com US$ 2 milhões iniciais, divididos igualmente entre homens e mulheres, para complementar fundos de aposentadoria.
Além do aumento financeiro, os quatro Grand Slams concordaram em formar um Conselho Consultivo de Jogadores, que oferecerá aos tenistas voz formal em discussões sobre receita e bem-estar. A decisão foi um marco após 18 meses de pressão liderada pelo grupo de tenistas encabeçado por Pegula e Sabalenka.
“Este é um aumento substancial de premiação. Embora ainda não esteja vinculado a uma fórmula acordada de divisão de receita, os jogadores continuam comprometidos com esse princípio e continuarão trabalhando com cada um dos Grand Slams nesse objetivo”, afirmaram os tenistas em comunicado conjunto.
O boicote de mídia que ofuscou Roland Garros e Wimbledon não se repetirá em Flushing Meadows. O US Open começa no domingo (30), com Sabalenka defendendo o título feminino.
Acompanhe a agenda dos brasileiros.
Com informações de The Guardian, Yahoo Sports e Forbes.